A eterna mudança, rápida, exigente, a necessidade da perfeição imediata. A pressão da felicidade exigida, arquitectada, manipulada. A loucura escondida, fabricada. A exaustão, o limite, o fio da navalha, o cansaço, o vazio, o nonsense. Seguimos, depressa, fingimos, sempre, lutamos, demais, insistimos, erramos, perpetuamos tristeza. Somos modernos. Chamativos, sexys, fashionably sociáveis. Somos mentira. (Des)ilusão. Navegantes entre a ténue linha do tudo ou nada. Imersos em festa, nadando em álcool, consumindo substâncias anestesiantes. Dor. Resumo. Adultos jovens, bonitos, saudáveis ? Sós. Somos Sós. Somos tão pouco. Licenciados sem sabedoria. Produtos que não se vendem a si próprios. Sociedade actual.
sábado, 12 de junho de 2010
quarta-feira, 18 de julho de 2007
A relativa verdade
É incrível como não consigo habituar-me à relatividade das coisas. Por mais que tente, por mais que o tempo passe, incomoda-me que a verdade seja sempre tão relativa. Tudo é visto de forma diferente por cada pessoa. Tudo é interpretado de forma relativa. As pessoas mais inseguras são sempre mais perseguidas, mesmo que sejam mais inteligentes ou mais capazes. As pessoas mais seguras ou mais simpáticas sobressaem melhor neste mundo que não deixa de ser um jogo, cujas regras não aprendi. Tudo o que sempre considerei valioso, como o esforço, a dedicação, o empenho, a sapiência, de nada valem no mundo real. Apenas no mundo imaginário da minha infância. Vivemos num mundo de corrupção, a todos os níveis, onde o que funciona é o conhecimento, influência, a premeditação e o calculismo. Onde é difícil compreender o que de facto é verdadeiro. Onde a confiança é apenas uma ideia.
domingo, 15 de julho de 2007
O sentido da maldade
Tenho vindo a questionar-me acerca do sentido da maldade. Diariamente vejo ataques dirigidos que as pessoas trocam entre si, na maior parte das vezes a pessoas com as quais lidam todos os dias.Passamos horas de vida preciosas no trabalho e tanto tempo é dedicado a arruinar a vida dos colegas, com uma atitude, com um comentário. Será que essa maldade dirigida deriva da inveja? Será que deriva da insegurança? Será que deriva da ambição? Será que só podemos ser bons se alguém for mau? Será que não podemos mostrar o nosso valor apenas por sermos como somos, sem precisar pisar ninguém para o fazer? Tenho tantas vezes a sensação de que as pessoas em vez de tentarem superar-se a si próprias, estagnam e tentam apenas que os outros não as ultrapassem. Qual o sentido de tudo isto? Será que essas atitudes não causam mal-estar, conflito, insatisfação na própria pessoa que as pratica? Ou por outro lado isso é fonte de prazer? Seja como for como se lida com isso a toda a hora?
Como se pode não deixar que o mundo que partilhamos diariamente nos influencie? Como continuarmos a ser nós próprios à parte de tudo o que nos rodeia? Como mostrar que esse caminho não queremos, que não o seguimos, mas acima de tudo como fazer com que não nos afecte? Como permanecer saudável no meio da loucura? Como não perder o rumo, as directrizes de quem somos no meio de tudo aquilo que não queremos ser?
Como se pode não deixar que o mundo que partilhamos diariamente nos influencie? Como continuarmos a ser nós próprios à parte de tudo o que nos rodeia? Como mostrar que esse caminho não queremos, que não o seguimos, mas acima de tudo como fazer com que não nos afecte? Como permanecer saudável no meio da loucura? Como não perder o rumo, as directrizes de quem somos no meio de tudo aquilo que não queremos ser?
Subscrever:
Comentários (Atom)